16
Jul 10

José Manuel Saraiva

Edição/reimpressão: 2005
Páginas: 452
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895551132
Sinopse
Em 1368, D. Leonor Teles de Menezes, a mulher mais desejada do Reino, casa com o morgado de Pombeiro, D. João Lourenço da Cunha. O matrimónio é imposto por seu tio, D. João Afonso Telo, conde de Barcelos. Mulher fora do tempo, aceita contrariada o casamento, que a melancolia da vida do campo não ajuda a ultrapassar. Por isso, decide abandonar o marido e parte para Lisboa, para gozar a vida de riqueza e luxúria que a Corte proporciona. Perversa e ambiciosa, não tem dificuldade em seduzir o jovem monarca, D. Fernando, alcançando, desse modo, o poder que sempre desejou. Mas a nobreza, o clero e o povo não veêm com bons olhos esta aliança de adultério com o Rei. E menos ainda quando a formosa Leonor Teles se envolve com o conde Andeiro... "Rosa Brava" é um romance baseado na investigação histórica que, por entre intrigas palacianas, traições, assassínios e guerras com Castela, reinventa, numa linguagem cativante, uma das personagens mais fascinantes da História de Portugal.
Rosa Brava de José Manuel Saraiva

 

Excerto
"Num impenitente estado de desassossego, despidos já da roupa, do medo e da vergonha, os dois voltaram a beijar-se. E foi no movimento ondular dos corpos e de muitos beijos que se cumpriram na urgência do milagre mais perfeito daquela noite de esplendor. Para ambos, talvez mais para Leonor Teles do que para o rei, consumara-se, no espaço destinado à ofensa e à perfídia, uma longa espera para uma oportunidade breve."



Críticas de imprensa

"Romance fervilhante de amores proibidos e intrigas palacianas, baseado numa rigorosa investigação histórica."
Expresso

 

 


30
Jul 09

 Há viagens sem regresso nem repetição

 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 128
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895554645
 

"Na verdade, o deserto não existe: se tudo à sua volta deixa de existir e de ter sentido, só resta o nada. E o nada é o nada: conforme se olha, é a ausência de tudo, ou, pelo contrário, o absoluto. Não há cidades, não há mar, não há rios, não há sequer árvores ou animais. Não há música, nem ruído, nem som algum, excepto o do vento de areia quando se vai levantando aos poucos - e esse é assustador."

 

 

"Tudo o que se diz de desnecessário é estúpido, é um sinal destes tempos estúpidos em que falamos mais do que entendemos. No deserto, não há muito a dizer: o olhar cega e impõe o silêncio."

 

 

"Aprendi que é preciso dar tempo aos outros para olharem."

 

 

"Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expôem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves", disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto. Ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão."

 

Miguel Sousa Tavares, «No teu deserto»

 

 

 

 

"No teu deserto" tem 128 páginas e, segundo o escritor, é "quase um diário de viagem" ou "quase um romance de amor". Foi um livro que escreveu ao longo de ano e meio, "essencialmente pelo muito prazer de escrever", e que lhe causou menos sofrimento do que a escrita dos livros anteriores.

 

Trata-se de um curto relato de uma viagem que o autor, assumindo-se como narrador durante a maior parte da história, fez ao norte de África, tendo como companhia uma mulher que, até então, era uma desconhecida para ele. Passados vinte anos, um melancólico e saudoso Sousa Tavares recupera os detalhes daqueles dias como um tributo a essa jovem mulher (que entretanto morreu), devolvendo-lhe, através da escrita, a memória da sua existência e a do "deserto" que os uniu.

 

OPINIÃO:

 

É um livro que se lê rapidamente e sem esforço. Em alguns momentos senti que podia haver um maior desenvolvimento, tanto a nível da descrição de paisagens, situações, lugares, e até de diálogos, mas isso depende sempre das expectativas de cada um.

Gostaria que o "quase romance" de MST se tornasse num "romance" e nos brindasse com mais detalhes desta história simples e envolvente.

Apesar de tudo isso adorei o livro.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5


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