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Jul 09

O Riso de Deus de António Alçada Baptista

 

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 208
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722317573
Colecção: Grandes Narrativas
 
Sinopse
Ao acompanhar a vida de Francisco, o personagem central deste romance, ao longo das suas escolhas, da sua procura, ao acompanhá-lo ao longo das suas deambulações pelo mundo, pela história, ao sabor dos acasos e encontros e, muito especialmente , da intimidade de algumas mulheres cúmplices da mesma procura, o autor instaura uma forma de questionamento radical. Radicalidade que decorre do facto, inédito na sua escrita, de ser toda uma vida que é posta em balanço, tendo por contraponto esse limite que é a morte. Deus? Possivelmente. Mas um deus que ri, joga, um deus apaixonado pela pura alegria de existir.

 

 ..."Os que sonham a dormir sabem, de manhã, que era uma ilusão, mas os que sonham de olhos abertos acreditam que o estofo do futuro será feito desse sonho. Por isso são tão inquietantes aos olhos dos que preferiram ficar por aí, convencidos de que a vida se vive nestes limites, e nem ousam tomar conhecimento daquilo que se pode arriscar para poder experimentar as suas margens. É o medo que faz com que o homem ame a sua imperfeição." ...

 

Não consegui terminar de ler este livro. Comecei a ler com bastante entusiasmo, o início cativou-me bastante, mas com a continuidade da leitura o entusiasmo esmureceu-se página após página. Cada vez que pegava novamente no livro não conseguia avançar além de uma página. Acabei por desistir. Quem sabe um dia destes volte a pegar nele, mas com tantos livros por ler na estante, não deve ser para já.

 


Amante de Sonho de Sherrilyn Kenyon

 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 288
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789898032539

 

 

Sinopse
Grace Alexander, uma bonita terapeuta sexual de Nova Orleães, julgava estar destinada a uma vida sem paixão. Até ao dia em que a amiga Selena a convence de que, por artes mágicas, poderá convocar um escravo de amor durante um mês. Certa de que a magia da amiga irá falhar, Grace deixa-se levar pela brincadeira. Mas…
 

  Sherrilyn Kenyon

 

A escritora norte-americana Sherrilyn Kenyon é uma das fundadoras do género do romance paranormal e conhecida pela sua aclamada série Predador da Noite, sobre guerreiros imortais. Publicada em mais de trinta países, e com milhões de cópias vendidas, os seus livros têm presença garantida nos topos de vendas do New York Times, Publishers Weekly e USA Today. Uma autora de culto a nível internacional, escreve também romances históricos com elementos paranormais sob o pseudónimo Kinley MacGregor.

 

Sherrilyn Kenyon vive em Nashville, Tennessee, com o marido, três filhos e os animais de estimação.

 

Trata-se do 1º volume da saga do Predador da Noite.

 

Leia aqui um excerto do livro.

 

OPINIÃO:

 

Apesar de não ser grande apreciadora de livros de fantasia, a autora surpreendeu-me pela positiva com a sua incrível capacidade de transmitir as emoções através da sua escrita.

Um livro cheio de sensualidade e erotismo.

Um excelente romance, para quem apreciar.

Pessoalmente fico a aguardar os restantes livros da série Predador da Noite, uma vez que este é o primeiro.

 

CLASSIFICAÇÃO: 3/5

 


 

Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 590
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724616469
 
Sinopse
Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos.
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.
 
Excerto

"Sou livre. Fecho os olhos e penso com toda a minha força na minha nova condição, ainda que não esteja bem certo do que significa. Tudo o que sei é que estou completamente sozinho. Desterrado numa terra desconhecida, como um explorador solitário sem bússola nem mapa."

 

Críticas de imprensa

 

"Um romance de contornos pouco realistas, poético e simbólico. Puro, inocente, até, mas cativantemente enigmático e misterioso, narra o caminho de duas insólitas personagens de vidas paralelas, mas cheias de ligações, na procura dos seus destinos (...) Metáforas e notas de surrealismo tornam o texto imaginativo e intrigante e «uma a uma as palavrinhas vão directas ao meu coração e ficam lá gravadas»".

 

Mónica Maia, Abril de 2006

"Um dos melhores romances de Murakami." (Newsweek)

"Kafka à Beira-Mar é vivamente recomendado; leia-o ao seu gato." (Washington Post)

 

Haruki Murakami

 

Haruki Murakami, de quem a Casa das Letras editou Kafka à Beira-Mar (com mais de 15 mil exemplares vendidos) e Sputnik, Meu Amor  é um dos escritores japoneses contemporâneos mais divulgados em todo o mundo sendo, simultaneamente, aplaudido pela crítica, que o considera um dos «grandes romancistas vivos» (The Guardian) e a «mais peculiar e sedutora voz da moderna ficção» (Los Angeles Times).

Nasceu em Quioto, em 1949. Estudou teatro grego antes de gerir um bar de jazz em Tóquio, entre 1974 e 1981. Além de Sputnik, Meu Amo r, Kafka à Beira-Mar ,Dance, Dance, Dance

e A Wild Sheep Chase, que recebeu o Prémio Noma destinado a novos escritores (a editar brevemente pela Casa das Letras), Murakami é ainda autor, entre outros, deHard-boiled Wonderland and the End of the World (distinguido com o prestigiado Prémio Tanizaki) e, mais recentemente, deBlind Willow, Sleeping Woman , a sua terceira colectânea de contos, distinguida com o Frank O'Connor International Short Story Award.

 

OPINIÃO:

 

Estou completamente rendida à escrita deste autor. Haruki Murakini tem o dom de nos fazer pensar no sentido das suas palavras.

Não é um livro de fácil leitura porque não é um livro simples. É um livro de escrita elegante com um sentido poético elevadíssimo, mas cuja trama não se desenrola de forma clássica, mesmo chegado ao fim do livro, o leitor interroga-se mais do que se esclarece.

Aqui, fala-se de amizade,de refazer no futuro os nossos erros do passado, de procurar um sentido último, bem para além das convenções sociais, além de fazer uma descrição cuidada de muitos costumes do quotidiano do Japão.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5

 

 

Man Asian Literary Prize 2007. 20 milhões de exemplares vendidos.
 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 512
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724618425
 
Sinopse
É a década de 1960 e o intelectual Chen Zhen, de Pequim, oferece-se para viver numa remota zona nómada na estepe da Mongólia Interior. Aí, descobre uma sinergia muito antiga entre os nómadas, o seu gado e os lobos selvagens que vagueiam pelas planícies. Chen fica a conhecer a rica relação espiritual que existe entre estes adversários e aquilo que podem aprender uns com os outros.
Mas quando elementos da República Popular da China aparecem em grande número, vindos das cidades, para trazerem a modernidade e a produtividade à estepe, a paz da existência solitária de Chen é destruída e o equilíbrio delicado entre humanos e lobos desfaz-se. Só o tempo poderá dizer se o meio ambiente e a cultura da estepe irão recuperar alguma vez…
Uma descrição bela e comovente de uma terra e uma cultura que já não existem, A Hora do Lobo é também um retrato da China Moderna e uma visão fascinante da opinião que o país faz de si próprio, da sua história e da sua gente.
 
Críticas de imprensa
 

«O melhor livro asiático dos últimos anos. Iluminado, comovente, misterioso.»

Literary Review

 

«Um fascinante retrato de uma cultura que já não existe. Um fenómeno literário sem precedentes.»

Independent

 

«Vencedor do Man Asian Literary Prize de 2007, A Hora do Lobo é um fenómeno literário na China, trazendo um vivido retrato da cultura, da espiritualidade, da ética e do estilo de vida dos últimos nómadas da Mongólia Interior.»

Los Angeles Times

 

 

 

Jiang Rong

 

Jiang Rong nasceu em Jiangsu, em 1946. Em 1966 ingressou na Academia das Belas-Artes de Pequim, mas teve de interromper os seus estudos devido à Revolução Cultural. Aos 21 anos, ofereceu-se como voluntário para trabalhar na Mongólia Interior, onde viveu com os nómadas nativos durante 12 anos. Durante esse tempo, aprofundou os seus estudos sobre a história, a cultura e as tradições da Mongólia, desenvolvendo um fascínio particular pela mitologia ligada aos lobos das estepes.
Em 1978 voltou para Pequim onde se formou em Ciências Sociais. Jiang trabalhou como professor universitário até se reformar, em 2006.
A Hora do Lobo é um relato ficcional de uma vida na década de 1970 que se baseia na experiência pessoal de Jiang nas estepes da região fronteiriça da China.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5

 


A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera
 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 368
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722000024
Colecção: Ficção Universal
 
Sinopse
A Insustentável Leveza do Ser é seguramente um dos romances míticos do século XX, uma daquelas obras raras que alteram o modo como toda uma geração observa o mundo que a rodeia.
 
Sobre o livro, Italo Calvino escreveu:
"O peso da vida, para Kundera, está em toda a forma de opressão. O romance mostra-nos como, na vida, tudo aquilo que escolhemos e apreciamos pela leveza acaba bem cedo se revelando de um peso insustentável. Apenas, talvez, a vivacidade e a mobilidade da inteligência escapam à condenação -- as qualidades de que se compõe o romance e que pertencem a um universo que não é mais aquele do viver"
 

Alguns momentos da obra:

 

 

"...Enquanto as pessoas são novas e as partituras musicais das suas vidas ainda só vão nos primeiros compassos, podem compô-las em conjunto e até trocarem temas (como Tomas e Sabina trocaram o tema do chapeu de coco). Porém, quando se conhecem numa idade mais madura, as suas partituras musicais já estão mais ou menos acabadas e cada palavra, cada objecto, tem um significado diferente na partitura de cada uma..."

 

 

"Para Sabina, viver significa ver. A visão encontra-se limitada por duas fronteiras: Uma luz de tal modo intensa que nos cega e uma obscuridade total. Talvez seja daí que lhe vem a repugnância por todos os extremismos. Os extremos marcam a fronteira para lá da qual não há vida, e, tanto em arte como em política, a paixão do extremismo é um desejo de morte disfarçado."

 

 

"... Franz é forte, mas a força dele está unicamente voltada para fora. Com as pessoas com quem vive, com aqueles que ama, é muito fraco. A fraqueza de Franz chama-se bondade. [...] Então perguntou a Franz: 'E porque é que de tempos a tempos não te serves da tua força contra mim?
- Porque amar é renunciar à força', disse Franz, com doçura.
Sabina percebeu duas coisas: primeiro, que aquela frase era bela e verdadeira; segundo, que, com aquela frase, Frans acabara de se desvalorizar para sempre na sua vida erótica"

 

 

"Mas o que acontecera ao certo a Sabina? Nada. Deixara um homem porque queria deixa-lo. Esse homem tinha vindo atrás dela? Tinha querido vingar-se? Não. O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."

 

MILAN KUNDERA foi distinguido com o Prémio Mundial da Fundação Simone e Cino Del Duca a 10 de Junho de 2009.

 

www.asa.pt/noticia.php

 

OPINIÃO:

 

A história acontece em Praga e em Viena, em 1968, e atravessa algumas décadas. Narra os amores e os desamores de quatro pessoas: Tomás, Teresa, Sabina e Franz.

Os personagens de Kundera neste romance são leves, Tomás colecciona encontros e relações sexuais, mas compreende que todas as suas buscas são um retorno ao mesmo, retorno a Teresa.


Teresa, por sua vez, tenta encaixar-se numa ordem, mas percebe o peso das suas ideias. Franz parece-se com Teresa, busca situar-se em algo, mas a casualidade rompe com os seus planos. Sabina parece-se com Tomás, também dança a música da casualidade dentro de um show que parece sempre ter os mesmos aplausos. Tomás e Sabina são metáforas da leveza do ser, o ser jogado dentro de uma perspectiva existencialista, seres condenados à liberdade de escolher.

 

De uma forma geral achei alguns capítulos do livro apaixonantes mas outros bastante aborrecidos. Talvez seja mesmo essa a mensagem que Milan Kundera pretende transmitir neste livro, a dualidade entre o peso e a leveza em cada detalhe da nossa vida.
Apesar de definitivamente não ser o livro da minha vida, vale a pena ler.
Fiquei curiosa para ler algo mais deste autor, para ficar com uma ideia mais clara da sua escrita.

 

CLASSIFICAÇÃO: 3/5

 


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