30
Jul 09

 Há viagens sem regresso nem repetição

 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 128
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895554645
 

"Na verdade, o deserto não existe: se tudo à sua volta deixa de existir e de ter sentido, só resta o nada. E o nada é o nada: conforme se olha, é a ausência de tudo, ou, pelo contrário, o absoluto. Não há cidades, não há mar, não há rios, não há sequer árvores ou animais. Não há música, nem ruído, nem som algum, excepto o do vento de areia quando se vai levantando aos poucos - e esse é assustador."

 

 

"Tudo o que se diz de desnecessário é estúpido, é um sinal destes tempos estúpidos em que falamos mais do que entendemos. No deserto, não há muito a dizer: o olhar cega e impõe o silêncio."

 

 

"Aprendi que é preciso dar tempo aos outros para olharem."

 

 

"Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expôem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves", disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto. Ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão."

 

Miguel Sousa Tavares, «No teu deserto»

 

 

 

 

"No teu deserto" tem 128 páginas e, segundo o escritor, é "quase um diário de viagem" ou "quase um romance de amor". Foi um livro que escreveu ao longo de ano e meio, "essencialmente pelo muito prazer de escrever", e que lhe causou menos sofrimento do que a escrita dos livros anteriores.

 

Trata-se de um curto relato de uma viagem que o autor, assumindo-se como narrador durante a maior parte da história, fez ao norte de África, tendo como companhia uma mulher que, até então, era uma desconhecida para ele. Passados vinte anos, um melancólico e saudoso Sousa Tavares recupera os detalhes daqueles dias como um tributo a essa jovem mulher (que entretanto morreu), devolvendo-lhe, através da escrita, a memória da sua existência e a do "deserto" que os uniu.

 

OPINIÃO:

 

É um livro que se lê rapidamente e sem esforço. Em alguns momentos senti que podia haver um maior desenvolvimento, tanto a nível da descrição de paisagens, situações, lugares, e até de diálogos, mas isso depende sempre das expectativas de cada um.

Gostaria que o "quase romance" de MST se tornasse num "romance" e nos brindasse com mais detalhes desta história simples e envolvente.

Apesar de tudo isso adorei o livro.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5


24
Jul 09

O Riso de Deus de António Alçada Baptista

 

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 208
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722317573
Colecção: Grandes Narrativas
 
Sinopse
Ao acompanhar a vida de Francisco, o personagem central deste romance, ao longo das suas escolhas, da sua procura, ao acompanhá-lo ao longo das suas deambulações pelo mundo, pela história, ao sabor dos acasos e encontros e, muito especialmente , da intimidade de algumas mulheres cúmplices da mesma procura, o autor instaura uma forma de questionamento radical. Radicalidade que decorre do facto, inédito na sua escrita, de ser toda uma vida que é posta em balanço, tendo por contraponto esse limite que é a morte. Deus? Possivelmente. Mas um deus que ri, joga, um deus apaixonado pela pura alegria de existir.

 

 ..."Os que sonham a dormir sabem, de manhã, que era uma ilusão, mas os que sonham de olhos abertos acreditam que o estofo do futuro será feito desse sonho. Por isso são tão inquietantes aos olhos dos que preferiram ficar por aí, convencidos de que a vida se vive nestes limites, e nem ousam tomar conhecimento daquilo que se pode arriscar para poder experimentar as suas margens. É o medo que faz com que o homem ame a sua imperfeição." ...

 

Não consegui terminar de ler este livro. Comecei a ler com bastante entusiasmo, o início cativou-me bastante, mas com a continuidade da leitura o entusiasmo esmureceu-se página após página. Cada vez que pegava novamente no livro não conseguia avançar além de uma página. Acabei por desistir. Quem sabe um dia destes volte a pegar nele, mas com tantos livros por ler na estante, não deve ser para já.

 


Amante de Sonho de Sherrilyn Kenyon

 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 288
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789898032539

 

 

Sinopse
Grace Alexander, uma bonita terapeuta sexual de Nova Orleães, julgava estar destinada a uma vida sem paixão. Até ao dia em que a amiga Selena a convence de que, por artes mágicas, poderá convocar um escravo de amor durante um mês. Certa de que a magia da amiga irá falhar, Grace deixa-se levar pela brincadeira. Mas…
 

  Sherrilyn Kenyon

 

A escritora norte-americana Sherrilyn Kenyon é uma das fundadoras do género do romance paranormal e conhecida pela sua aclamada série Predador da Noite, sobre guerreiros imortais. Publicada em mais de trinta países, e com milhões de cópias vendidas, os seus livros têm presença garantida nos topos de vendas do New York Times, Publishers Weekly e USA Today. Uma autora de culto a nível internacional, escreve também romances históricos com elementos paranormais sob o pseudónimo Kinley MacGregor.

 

Sherrilyn Kenyon vive em Nashville, Tennessee, com o marido, três filhos e os animais de estimação.

 

Trata-se do 1º volume da saga do Predador da Noite.

 

Leia aqui um excerto do livro.

 

OPINIÃO:

 

Apesar de não ser grande apreciadora de livros de fantasia, a autora surpreendeu-me pela positiva com a sua incrível capacidade de transmitir as emoções através da sua escrita.

Um livro cheio de sensualidade e erotismo.

Um excelente romance, para quem apreciar.

Pessoalmente fico a aguardar os restantes livros da série Predador da Noite, uma vez que este é o primeiro.

 

CLASSIFICAÇÃO: 3/5

 


 

Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 590
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724616469
 
Sinopse
Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos.
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.
 
Excerto

"Sou livre. Fecho os olhos e penso com toda a minha força na minha nova condição, ainda que não esteja bem certo do que significa. Tudo o que sei é que estou completamente sozinho. Desterrado numa terra desconhecida, como um explorador solitário sem bússola nem mapa."

 

Críticas de imprensa

 

"Um romance de contornos pouco realistas, poético e simbólico. Puro, inocente, até, mas cativantemente enigmático e misterioso, narra o caminho de duas insólitas personagens de vidas paralelas, mas cheias de ligações, na procura dos seus destinos (...) Metáforas e notas de surrealismo tornam o texto imaginativo e intrigante e «uma a uma as palavrinhas vão directas ao meu coração e ficam lá gravadas»".

 

Mónica Maia, Abril de 2006

"Um dos melhores romances de Murakami." (Newsweek)

"Kafka à Beira-Mar é vivamente recomendado; leia-o ao seu gato." (Washington Post)

 

Haruki Murakami

 

Haruki Murakami, de quem a Casa das Letras editou Kafka à Beira-Mar (com mais de 15 mil exemplares vendidos) e Sputnik, Meu Amor  é um dos escritores japoneses contemporâneos mais divulgados em todo o mundo sendo, simultaneamente, aplaudido pela crítica, que o considera um dos «grandes romancistas vivos» (The Guardian) e a «mais peculiar e sedutora voz da moderna ficção» (Los Angeles Times).

Nasceu em Quioto, em 1949. Estudou teatro grego antes de gerir um bar de jazz em Tóquio, entre 1974 e 1981. Além de Sputnik, Meu Amo r, Kafka à Beira-Mar ,Dance, Dance, Dance

e A Wild Sheep Chase, que recebeu o Prémio Noma destinado a novos escritores (a editar brevemente pela Casa das Letras), Murakami é ainda autor, entre outros, deHard-boiled Wonderland and the End of the World (distinguido com o prestigiado Prémio Tanizaki) e, mais recentemente, deBlind Willow, Sleeping Woman , a sua terceira colectânea de contos, distinguida com o Frank O'Connor International Short Story Award.

 

OPINIÃO:

 

Estou completamente rendida à escrita deste autor. Haruki Murakini tem o dom de nos fazer pensar no sentido das suas palavras.

Não é um livro de fácil leitura porque não é um livro simples. É um livro de escrita elegante com um sentido poético elevadíssimo, mas cuja trama não se desenrola de forma clássica, mesmo chegado ao fim do livro, o leitor interroga-se mais do que se esclarece.

Aqui, fala-se de amizade,de refazer no futuro os nossos erros do passado, de procurar um sentido último, bem para além das convenções sociais, além de fazer uma descrição cuidada de muitos costumes do quotidiano do Japão.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5

 

 

Man Asian Literary Prize 2007. 20 milhões de exemplares vendidos.
 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 512
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724618425
 
Sinopse
É a década de 1960 e o intelectual Chen Zhen, de Pequim, oferece-se para viver numa remota zona nómada na estepe da Mongólia Interior. Aí, descobre uma sinergia muito antiga entre os nómadas, o seu gado e os lobos selvagens que vagueiam pelas planícies. Chen fica a conhecer a rica relação espiritual que existe entre estes adversários e aquilo que podem aprender uns com os outros.
Mas quando elementos da República Popular da China aparecem em grande número, vindos das cidades, para trazerem a modernidade e a produtividade à estepe, a paz da existência solitária de Chen é destruída e o equilíbrio delicado entre humanos e lobos desfaz-se. Só o tempo poderá dizer se o meio ambiente e a cultura da estepe irão recuperar alguma vez…
Uma descrição bela e comovente de uma terra e uma cultura que já não existem, A Hora do Lobo é também um retrato da China Moderna e uma visão fascinante da opinião que o país faz de si próprio, da sua história e da sua gente.
 
Críticas de imprensa
 

«O melhor livro asiático dos últimos anos. Iluminado, comovente, misterioso.»

Literary Review

 

«Um fascinante retrato de uma cultura que já não existe. Um fenómeno literário sem precedentes.»

Independent

 

«Vencedor do Man Asian Literary Prize de 2007, A Hora do Lobo é um fenómeno literário na China, trazendo um vivido retrato da cultura, da espiritualidade, da ética e do estilo de vida dos últimos nómadas da Mongólia Interior.»

Los Angeles Times

 

 

 

Jiang Rong

 

Jiang Rong nasceu em Jiangsu, em 1946. Em 1966 ingressou na Academia das Belas-Artes de Pequim, mas teve de interromper os seus estudos devido à Revolução Cultural. Aos 21 anos, ofereceu-se como voluntário para trabalhar na Mongólia Interior, onde viveu com os nómadas nativos durante 12 anos. Durante esse tempo, aprofundou os seus estudos sobre a história, a cultura e as tradições da Mongólia, desenvolvendo um fascínio particular pela mitologia ligada aos lobos das estepes.
Em 1978 voltou para Pequim onde se formou em Ciências Sociais. Jiang trabalhou como professor universitário até se reformar, em 2006.
A Hora do Lobo é um relato ficcional de uma vida na década de 1970 que se baseia na experiência pessoal de Jiang nas estepes da região fronteiriça da China.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5

 


A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera
 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 368
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722000024
Colecção: Ficção Universal
 
Sinopse
A Insustentável Leveza do Ser é seguramente um dos romances míticos do século XX, uma daquelas obras raras que alteram o modo como toda uma geração observa o mundo que a rodeia.
 
Sobre o livro, Italo Calvino escreveu:
"O peso da vida, para Kundera, está em toda a forma de opressão. O romance mostra-nos como, na vida, tudo aquilo que escolhemos e apreciamos pela leveza acaba bem cedo se revelando de um peso insustentável. Apenas, talvez, a vivacidade e a mobilidade da inteligência escapam à condenação -- as qualidades de que se compõe o romance e que pertencem a um universo que não é mais aquele do viver"
 

Alguns momentos da obra:

 

 

"...Enquanto as pessoas são novas e as partituras musicais das suas vidas ainda só vão nos primeiros compassos, podem compô-las em conjunto e até trocarem temas (como Tomas e Sabina trocaram o tema do chapeu de coco). Porém, quando se conhecem numa idade mais madura, as suas partituras musicais já estão mais ou menos acabadas e cada palavra, cada objecto, tem um significado diferente na partitura de cada uma..."

 

 

"Para Sabina, viver significa ver. A visão encontra-se limitada por duas fronteiras: Uma luz de tal modo intensa que nos cega e uma obscuridade total. Talvez seja daí que lhe vem a repugnância por todos os extremismos. Os extremos marcam a fronteira para lá da qual não há vida, e, tanto em arte como em política, a paixão do extremismo é um desejo de morte disfarçado."

 

 

"... Franz é forte, mas a força dele está unicamente voltada para fora. Com as pessoas com quem vive, com aqueles que ama, é muito fraco. A fraqueza de Franz chama-se bondade. [...] Então perguntou a Franz: 'E porque é que de tempos a tempos não te serves da tua força contra mim?
- Porque amar é renunciar à força', disse Franz, com doçura.
Sabina percebeu duas coisas: primeiro, que aquela frase era bela e verdadeira; segundo, que, com aquela frase, Frans acabara de se desvalorizar para sempre na sua vida erótica"

 

 

"Mas o que acontecera ao certo a Sabina? Nada. Deixara um homem porque queria deixa-lo. Esse homem tinha vindo atrás dela? Tinha querido vingar-se? Não. O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."

 

MILAN KUNDERA foi distinguido com o Prémio Mundial da Fundação Simone e Cino Del Duca a 10 de Junho de 2009.

 

www.asa.pt/noticia.php

 

OPINIÃO:

 

A história acontece em Praga e em Viena, em 1968, e atravessa algumas décadas. Narra os amores e os desamores de quatro pessoas: Tomás, Teresa, Sabina e Franz.

Os personagens de Kundera neste romance são leves, Tomás colecciona encontros e relações sexuais, mas compreende que todas as suas buscas são um retorno ao mesmo, retorno a Teresa.


Teresa, por sua vez, tenta encaixar-se numa ordem, mas percebe o peso das suas ideias. Franz parece-se com Teresa, busca situar-se em algo, mas a casualidade rompe com os seus planos. Sabina parece-se com Tomás, também dança a música da casualidade dentro de um show que parece sempre ter os mesmos aplausos. Tomás e Sabina são metáforas da leveza do ser, o ser jogado dentro de uma perspectiva existencialista, seres condenados à liberdade de escolher.

 

De uma forma geral achei alguns capítulos do livro apaixonantes mas outros bastante aborrecidos. Talvez seja mesmo essa a mensagem que Milan Kundera pretende transmitir neste livro, a dualidade entre o peso e a leveza em cada detalhe da nossa vida.
Apesar de definitivamente não ser o livro da minha vida, vale a pena ler.
Fiquei curiosa para ler algo mais deste autor, para ficar com uma ideia mais clara da sua escrita.

 

CLASSIFICAÇÃO: 3/5

 


23
Jul 09

de Vikas Swarup

 

Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 302
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789724148731
 

Por que está Ram, um pobre empregado de mesa de Bombaim, na prisão?

 

a) Esmurrou um cliente

 

b) Bebeu demasiado

whisky

c) Roubou dinheiro da caixa

 

d) É o vencedor do maior prémio de sempre de um concurso televisivo

 

A resposta certa é a alínea d).

 

Ram foi preso por responder correctamente às doze perguntas do concurso televisivo

Quem Quer Ser Bilionário?

.

 

Porque um pobre órfão que nunca leu um jornal ou foi à escola não pode saber qual é o mais pequeno planeta do sistema solar ou o título das peças de Shakespeare. A não ser que tenha feito batota.

 

Mas a verdade é que foi a própria vida a fornecer-lhe as respostas certas às dozes perguntas cruciais. Desde o dia em que foi descoberto num caixote do lixo que Ram revela instintos de sobrevivência infalíveis e aparatosamente criativos. Espantando uma audiência de milhões, serve-se dos seus conhecimentos de rua para arranjar respostas não só para o concurso televisivo mas também para a própria vida.

 

Na história do jovem Ram concentra-se toda a comédia, a tragédia, a alegria e a amargura da Índia moderna.

 

OPINIÃO:

 

Um livro com uma riqueza de detalhes impressionante. Muito bom. Vi o filme após ter lido o livro e foi uma grande desilusão, pois o livro supera-o completamente.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5

 

O Filme "Quem Quer Ser Bilionário" de Danny Boyle foi o mais premiado 81ª edição dos Óscares, com oito prémios.

 

Melhor Filme: «Quem quer ser Bilionário?»

Melhor Realizador: Danny Boyle - «Quem quer ser Bilionário?»

Melhor argumento adaptado: Simon Beaufoy - «Quem quer ser Bilionário?»

Melhor fotografia: «Quem quer ser Bilionário?»

Melhor montagem: «Quem quer ser Bilionário?»

Melhor banda sonora original: A.R.Rahman - «Quem quer ser Bilionário?»

Melhor canção: «Jai Ho» (A.R. Rahman/Sampooran Singh Gulzar) - «Quem quer ser Bilionário?»

Melhor mistura de som: «Quem quer ser Bilionário?»

 
Trailer do filme:

 


As Pontes de Madison County de Robert James Waller

 

Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 144
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789724129099
 
Sinopse
As Pontes de Madison County é a história de Robert Kincaid, fotógrafo famoso, e de Francesca Johnson, mulher de um agricultor do Iowa.
Kincaid, de 52 anos, é fotógrafo da National Geographic — um estranho e quase místico viajante dos desertos asiáticos, dos rios longínquos, das cidades antigas, um homem que se sente em desarmonia com o seu tempo. Francesca, de 45 anos, noiva italiana do pós-guerra, vive nas colinas do Iowa com as memórias ainda vivas dos seus sonhos de juventude. Qualquer deles tem uma vida estável, e no entanto, quando Robert Kincaid atravessa o calor e o pó de um Verão do Iowa e chega à quinta dela em busca de informações, essa estabilidade desaba e as suas vidas entrelaçam-se numa experiência de invulgar e estonteante beleza, que os marcará para todo o sempre.
O resultado é uma história apaixonante e profundamente comovedora, que foi levada ao cinema por Clint Eastwood, com Meryl Streep no papel de Francesca.
 
Trailer do filme:
 

 

Regresso a Madison County...

 

 

Regresso a Madison County de Robert James Waller
 
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 192
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789724139494
 
Sinopse

1981. Passaram dezasseis anos desde que Francesca Johnson e Robert Kincaid se conheceram, se apaixonaram e passaram juntos quatro dias que mudaram as suas vidas para sempre. Robert vive das recordações das suas viagens e da memória da única mulher que amou e a quem não voltou a ver; Francesca, agora viúva, vive, também ela, totalmente imersa nas memórias desse intenso romance. Decidido a relembrar a felicidade que o marcou tão irreversivelmente, Robert decide regressar a Madison County…

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5

 


08
Jul 09

 

O Perfume de Patrick Süskind

 

Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 276
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722314480
 
Sinopse

Esta estranha história passa-se no século XVIII e é fruto de um extraordinário trabalho de reconstituição histórica que consegue captar plenamente os ambientes da época tal como as mentalidades. O protagonista é um artesão especializado no ofício de perfumista, e essa arte constitui para ele - nascido no meio dos nauseabundos odores de um mercado de rua - uma alquímica busca do Absoluto. O perfume supremo será para ele uma forma de alcançar o Belo e, nessa demanda nada o detém, nem mesmo os crimes mais hediondos, que fazem dele um ser monstruoso aos nossos olhos. Jean-Baptiste Grenouille possui no entanto uma incorrupta pureza que exerce um forte fascínio sobre o leitor.

 

O Perfume, publicado em 1985, de um autor então quase desconhecido, foi considerado um dos mais importantes romances da década e nunca mais deixou de ser reeditado desde então, totalizando os 4 milhões de exemplares vendi dos, só na Alemanha, e 15 milhões em países estrangeiros. Foi traduzido em 42 línguas. Este fenómeno transformou-o num dos mais importantes livros de culto de sempre.

 

Em 2006, O Perfume passa a ser uma longa-metragem inspirada no romance de Patrick Süskind.

 

O Filme:

 

Realização:Tom Tykwer

Intérpretes: Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Alan Rickman, John Hurt

 

 Trailer:

 

 

OPINIÂO:

 

Um livro fantástico. Um romance insólito, descritivo, odorífero.

Apesar de me ter provocado algum mal-estar ler certas descrições do odor, no entanto estas são imprescindíveis para compreender o personagem e o seu ambiente.

Patrick Suskind inicia-nos numa viagem ao mundo das sensações, deixa o leitor maravilhado e inebriado pelo perfume que exala da sua escrita, plasmada de um modo simples e coerente.

Um livro bem conseguido que nos transporta para o mundo do olfacto e das sensações.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5


Cinco Quartos de Laranja de Joanne Harris

 

Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 320
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789724127002
 
Sinopse
Framboise regressa à pequena cidade onde nasceu, na província francesa, e abre aí um restaurante que rapidamente se torna famoso, graças às receitas de um velho caderno que pertencera à sua mãe. Essa espécie de diário contém igualmente uns estranhos apontamentos cuja decifração lançará uma nova luz sobre os dramáticos acontecimentos que marcaram a infância da protagonista nos dias já longínquos da ocupação nazi. Framboise recorda os sabores e os sentimentos da sua infância, numa França marcada pela dor e pela penúria da guerra, e muito especialmente um episódio que marcou a vida da família e constitui, para ela, a perda definitiva da inocência. Agora, já no Outono da vida, chegou a hora de enfrentar a difícil verdade.
 
 CLASSIFICAÇÃO: 2/5

publicado por wandinha às 20:50

Como Água para Chocolate - Laura Esquivel

 

Edição/reimpressão: 2000
Páginas: 232
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789724111988
 
Sinopse
Neste romance surpreendente e admirável, que revelou ao leitor português uma grande escritora mexicana, toda a trama narrativa roda em torno da cozinha e de um certo número de elementos culinários. Cada capítulo abre com uma receita fora do comum (mas ao mesmo tempo perfeitamente realizável), a pretexto e em volta da qual não apenas se juntam os comensais, mas também se "cozem" e "temperam" amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte.
Enorme sucesso editorial, Como Água para Chocolate foi já traduzido em numeros países e adaptado ao cinema.
 
Laura Esquivel nasceu na cidade do México a 30 de Setembro de 1950. Começou por ser professora e escreveu obras de teatro para a infância. Revela-se primeiro como guionista de cinema com Guido Guán eTacos de Oro, 1985 , este ultimo nomeado pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas para o Prémio Ariel. Foi guionista, até que, ao publicar o seu primeiro romance Como Água para Chocolate, obteve um clamoroso êxito internacional – o livro está hoje traduzido em 35 línguas, foi adaptado ao cinema e vendeu mais de 3600000 exemplares, o que valeu a Laura Esquivel, em 1994, o ABBY (American Booksellers of the Year), pela primeira vez atribuído a um escritor estrangeiro.
 
CLASSIFICAÇÃO: 3/5
 
publicado por wandinha às 20:23

 

Os Filhos da Droga - Christiane F.

 

Edição/reimpressão: 1999
Páginas: 352
Editor: Livros do Brasil
ISBN: 9789723815160
 
Sinopse
 
É relatado o drama de Christiane, uma menina de seis anos que vive com pais numa aldeia alemã. Circunstâncias diversas conduzem o destino desta família até Berlim, a grande cidade que acaba por marcar grandes alterações na vida de Christiane. Aos poucos a felicidade desta criança começa a desmoronar-se, os pais divorciam-se, a mãe fica com a sua tutela mas a sua vida nunca mais será a mesma.
A dor e a tristeza irão fazer parte do dia a dia desta criança. Christiane conhece as pessoas erradas e de boa fé confia nelas, a curiosidade arrasta-a para o mundo escuro e frio da droga. Primeiro consome drogas leves (Haxixe e LSD) e segue-se a heróina. Aos 13 anos juntamente com o namorado de 17 anos é uma mulher forçada, a prostituição e o roubo são as suas formas de subsistência. Ter dinheiro para mais uma dose é o seu objectivo de vida, vida essa medíocre e insignificante. Segue-se a prisão, o sofrimento de uma mãe e as tentativas de recuperação.
Esta obra fala-nos da decadência do ser humano, da falta de orientação dos adolescentes, das dificuldades de contacto entre adultos e jovens, da facilidade de acesso à droga, de miséria e também de amor. Altamente descritivo, Os Filhos da Droga é um retrato nu e cru de um mundo devastador: O mundo da droga!
 

 

Livro marcante dos anos 80 que deu origem a um bom filme. A Obra é uma Biografia de uma adolescente alemã de 13 anos que se prostituía para comprar heroína.

 

Um drama perfeitamente actual na nossa sociedade, O livro foi Lançado em 1982 tornando-se um best-seller instantaneamente. Escrito por Kai Hermann e Horst Hieck. O nome de Cristiane F. era Vera Cristiane Felscherinow. Quinze anos após o lançamento do livro, Cristiane teve um filho que actualmente tem 11 anos.

 

Actualmente Vera Cristiane Felscherinow ainda é dependente da Heroína, vive do royalties da sua obra ainda, a sua vida pessoal continua uma lástima, tem afirmações polémicas e vive ainda em casa dos seus tios.

 

A verdadeira Christiane F.

 

 

 

OPINIÃO:

 

Li o livro há bastante tempo, nos meus tempos de juventude. É chocante o confronto com uma realidade cada vez mais presente nos nossos dias: o mundo da droga.

Deveria ser uma leitura obrigatória a todos os jovens.

 

 CLASSIFICAÇÃO: 4/5

publicado por wandinha às 20:00

As Horas de Michael Cunningham

 

Edição/reimpressão: 1999
Páginas: 228
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789726627050
 
Sinopse
Prémio para melhor filme e melhor actriz
As Horas: o grande vencedor dos globos de Ouro

O filme As Horas, baseado no premiado e homónimo romance de Michael Cunningham, acabou de ser galardoado com dois Globos de Ouro nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Actriz (Nicole Kidman).
Com realização de Stephen Daldry e argumento de David Hare, o filme conta, para além da surpreendente Nicole Kidman, que interpreta o papel de Virginia Wolff, com as brilhantes interpretações de Meryl Streep (Clarissa Vaughan) e de Julianne Moore (Laura Brown). A estreia em Portugal está marcada para o próximo dia 14 de Março.
Leia o livro antes de ver o filme!

"O livro vencedor do Pulitzer não é uma reescrita, é um mergulho no abismo de Virginia Woolf, que traz à tona o que faz dele uma obra: o abismo singular do seu autor, com o seu próprio poeta demente (Richard, que podemos fazer equivaler a Septimus, mas também a Virginia), os seus beijos inesquecíveis (o de Clarissa e Richard, junto a uma lagoa, ao crepúsculo, e, sobretudo, o de Laura e Kitty, ajoelhadas no chão de uma cozinha na Los Angeles do pós-guerra), a sua cidade (da West e da Greenwich Villages, com os seus quiosques de flores, os seus garotos de patins, a sua experiência da sida, a sua sexualidade difusa, as suas horas monótonas, o seu brilho incandescente, as suas horas de desistir e as suas horas de ressuscitar), a Manhattan em que em vez do primeiro-ministro ou da Rainha as estrelas que suscitam burburinho quando saem à rua são Meryl Streep, Vanessa Redgrave ou Susan Sarandon, e em que a filha de Clarissa já não passeará etérea no vestido justo mas usará ténis como tijolos, um piercing e cabelo rapado"
Alexandra Lucas Coelho, Jornal Público
 
Trailer do filme:
 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5


07
Jul 09

   O Código da Vinci de Dan Brown

 

Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 544
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722513524
 
Sinopse
O Código Da Vinci é uma obra simultaneamente vertiginosa, inteligente e intricadamente recheada de elementos científicos e de pormenores inesperados.

Harvard Robert Langdon, conceituado simbologista, está em Paris para fazer uma palestra quando recebe uma notícia inesperada: o velho curador do Louvre foi encontrado morto no museu, e um código indecifrável encontrado junto do cadáver. Na tentativa de decifrar o estranho código, Langdon e uma dotada criptologista francesa, Sophie Neveu, descobrem, estupefactos, uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo Da Vinci, que o pintor engenhosamente disfarçou.
Tudo se complica quando Langdon descobre uma surpreendente ligação: o falecido curador estava envolvido com o Priorado do Sião, uma sociedade secreta a que tinham pertencido Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci, entre outros.

 

Selecção de críticas ao livro publicadas pelos principais jornais norte-americanos e britânicos:

 

The Times (Londres)

21 de junho de 2003

“O título O Código Da Vinci deveria ser uma advertência, evocando a fórmula infame de Robert Ludlum: um artigo definido, uma palavra comum, e um epíteto exótico posposto”.

“De “A Herança Scarlatti”, através de “O Círculo Matarese” e até “O Engano Prometheus”, Ludlum teceu uma trama de roteiros extravagantes, protagonizados por personagens estereotipados que têm diálogos ridículos. Temo que Dan Brown seja o seu digno sucessor”.

“Este livro é, sem dúvida, o mais imbecil, inexacto, mal informado, estereotipado, e enlatado exemplo de pulp fiction que já li”.

“Já seria mau o suficiente, que Brown tivesse entrado num frenesim de New Age, tentando unir o Graal, Maria Madalena, os Templários, o Priorado de Sion, os Rosa Cruz , os números de Fibonacci e a Era de Aquário. Mas o pior é que ele o faz com muito pouca habilidade”.

“Os editores de Brown apresentaram um punhado de comentários elogiosos de escritores norte-americanos de thrillers de segunda linha. Só posso deduzir que a razão para o seu louvor excessivo foi porque as suas obras, quando comparadas com este livro, parecem obras de arte...”

 

Chicago Sun Times

27 de setembro de 2003

“Na nossa sociedade “correcta”, uma declaração considerada racista, anti-semita, contrária às mulheres ou aos homossexuais desqualificará o seu autor por muitos anos — mas o mesmo não ocorre em relação a insultos a Jesus Cristo e àqueles que seguem os seus ensinamentos. Longe disso: aumente as desgastadas histórias de conspiração católica até chegar à extensão de um livro, e isso poderá torná-lo rico e famoso, como acabou de acontecer com um tal Dan Brown, autor de O Código Da Vinci”.

“O romance mistura realidade e ficção, como um filme baseado em factos reais, e lança conjecturas sem fundamento sobre o catolicismo”.

“A suposta “pesquisa” de Brown deriva de teorias feministas extremistas”.

“Estas excêntricas suposições misturam-se com a realidade e com pesquisas mal feitas”. “Este romance faz parte de um género que apresenta um raivoso estereótipo do catolicismo como um vilão. Embora o ódio ao catolicismo impregne todo o livro, nenhuma parte da Igreja recebe mais ataques que o Opus Dei”.

 

 

New York Daily News

 

4 de setembro de 2003

 

“[Dan Brown] extrai muitos dados de dois trabalhos anteriores de pesquisa amadora: “The Templar Revelation: Secret Guardians of the True Identity of Christ” e “Holy Blood, Holy Grail”, uma especulação sobre a descendência de Cristo. Ambos foram desqualificados pela maioria dos especialistas no assunto”.

 

“Os seus erros crassos só podem deixar de indignar um leitor que conheça pouco o assunto”.

 

The New York Times
“O Código Da Vinci” desmascara Leonardo?

“Em vez de um filme, no entanto, parece que há uma ópera à espreita nessas páginas, e o sr. Brown poderia levar à prática o imortal conselho de Voltaire:’Se alguma coisa é muito estúpida para ser dita, pelo menos sempre poderá ser cantada’”.

 

Apesar das controvérsias o livro é um best-seller mundial, com mais de 70 milhões de cópias vendidas no mundo.

O sucesso deste livro levou à ideia de ser feita uma versão cinematográfica.

 

Trailer:

 

 

OPINIÃO:

 

Apesar de não considerar o livro uma obra literária, Dan Brown consegue através da sua escrita criar um bom livro policial de suspense e ficção (não o considero um romance). Uma narrativa cativante que consegue prender o leitor até às últimas páginas. Gostei do livro, apesar de toda a polémica que os temas abordados levantam, um bom livro de ficção, na minha opinião.

Já o filme, comparado com o livro, é uma grande decepção.

 

CLASSIFICAÇÃO: 2/5

publicado por wandinha às 22:57

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